quinta-feira, 30 de junho de 2011

INGRESSO NA UFRJ SERÁ FEITO UNICAMENTE PELO ENEM

Caríssimos,

Notícia quente publicada no jornal O Globo http://oglobo.globo.com/educacao/vestibular/mat/2011/06/30/ufrj-acaba-com-vestibular-enem-2011-sera-unica-forma-de-acesso-924805348.asp. A partir de agora, 100% das vagas do vestibular 2012 da UFRJ serão preenchidas pelo ENEM. Quem não se inscreveu no ENEM, não pode reclamar porque a UFRJ já havia comunicado a necessidade da inscrição para a participação no processo seletivo - como foi informado neste blog.

Diante do comunicado, a coordenação de língua portuguesa, juntamente com os tutores, está decidindo se haverá alguma mudança em nosso Plano de Curso. De todo o modo, em nossas aulas, focalizarei as questões da UERJ e do ENEM.

Grande abraço a todos,
Gustavo

ENTREGA DOS KITS DO MÓDULO 2: IMPORTANTE

Pessoal,

Na próxima semana, entregaremos os kits com as apostilas do módulo 2. A fim de não desperdiçarmos nosso já escasso tempo de aula, a direção do PVS resolveu pedir para que todos - alunos do intensivo, extensivo e tutores - cheguem na segunda-feira com 30 minutos de antecedência. Atenção: os tempos de aula não serão usados para distribuir apostilas, portanto, cheguem cedo.

Abraço a todos,
Gustavo

sábado, 25 de junho de 2011

DIVULGADAS AS NOTAS DE MÚLTIPLA ESCOLHA DO VESTIBULAR CEDERJ 2011.2

Pessoal,

Os alunos que fizeram o vestibular do Cederj 2011.2 já podem conferir suas notas na provas de múltipla escolha no site da instituição. Na página eletrônica, há também as provas e seus respectivos gabaritos.

O link para o acesso às notas das provas de múltipla escolha é este:

Provas e gabaritos podem ser encontrados aqui: 

Espero que todos tenham ido bem. 
Se vocês tiverem qualquer dúvida sobre as questões de língua portuguesa da prova, me enviem um e-mail.

Abraço a todos,
Gustavo

terça-feira, 21 de junho de 2011

RESULTADO DO 1º EXAME DE QUALIFICAÇÃO DA UERJ

Pessoal,

Já estão disponíveis, na página eletrônica da UERJ, as listagens nominais com os resultados do 1º Exame de Qualificação. Espero que todos tenham feito uma boa prova!


Abraço,
Gustavo

terça-feira, 14 de junho de 2011

EXERCÍCIOS EXTRAS SOBRE SEMÂNTICA DOS TEMPOS E MODOS VERBAIS

Caros alunos,

Preparei um material teórico com exercícios extras sobre semântica dos tempos e modos verbais, matéria que recentemente foi tema de nossas aulas. Sugiro que me entreguem as respostas das questões na nossa próxima aula. Observação: não precisa imprimir a folha de exercícios; apenas me entregue uma folha com seu nome, turma e respostas. Quem quiser pode me enviar as respostas por e-mail.

Observação: depois de horas de disputa com o computador, não consegui postar as tiras no tamanho adequado. Por esse motivo, as enviarei (sem mesóclise por opção e não por desconhecimento) por e-mail em um tamanho legível. Os alunos que não receberem podem me enviar um e-mail pedindo.

Atenção: os alunos do INTENSIVO ainda não tiveram aula sobre esse assunto. Portanto, não devem fazer ainda esses exercícios.

Abraço a todos,
Gustavo

Fundação CECIERJ
Pré-Vestibular Social
Material extra de Língua Portuguesa sobre semântica dos tempos e modos verbais

1 – TEORIA

1.1 O verbo, o tempo e o modo

Antes de fazer os exercícios, vamos relembrar rapidamente a matéria dada nas aulas sobre semântica dos modos e tempos verbais. Em primeiro lugar, se estamos tratando de verbos, devemos saber identificar o que é um verbo. Como foi mostrado para vocês – e como pode ser verificado no capítulo 4 da apostila – o verbo é uma palavra que tem a propriedade de variar segundo determinados modos e tempos. Tomemos, por exemplo, uma frase como Eu jogo bola. Sabemos que esta frase está no presente porque o verbo dela se encontra no tempo presente. Se quisermos colocar essa frase no passado, teremos de mudar o verbo: Eu jogava bola. O verbo, portanto, é essa palavra que varia segundo determinados tempos (passado, presente e futuro).
            No entanto, o verbo pode variar segundo determinados modos. Como assim? Bom, conforme vimos, a frase Eu jogo bola está no presente. Compare aquela frase com esta: Hoje, talvez eu jogue bola. Ambas estão no mesmo tempo, o presente, mas a segunda, ao contrário da primeira, indica incerteza. Dizemos então que a primeira (Eu jogo bola.) está no modo indicativo; já a segunda (Hoje, talvez eu jogue bola.) está no modo subjuntivo. Poderíamos ainda colocar a mesma frase no modo imperativo se quiséssemos exprimir uma ordem ou conselho. Nesse caso, ela ficaria assim: Jogue bola!
            Mas como saber em que tempo e modo um verbo está? Simples: sabendo identificar suas marcas. Para isso, estude atentamente a página 51 da nossa apostila.

1.2 Valores semânticos dos modos e tempos verbais.

            Também vimos em nossas aulas que um verbo apresenta valores semânticos. O que é isso? Conforme vimos em sala de aula, a semântica, de um modo geral, é a área que estuda os significados, os sentidos dos enunciados da língua. E o que isso tem a ver com o verbo? Bom, um verbo pode ser utilizado para dar significados diferentes aos enunciados. Por exemplo: um verbo no presente do indicativo serve tanto para exprimir um fato que ocorre todos os dias quanto para exprimir um fato que já ocorreu. Quando nós dizemos Eu jogo bola, estamos dizendo que praticamos essa ação (a ação de jogar bola) com frequência. Nesse caso, o tempo presente serve para exprimir uma ação corriqueira, cotidiana. Entretanto, como já se disse, podemos utilizar o presente para fazer referência a uma ação que já ocorreu. É o caso, por exemplo, do seguinte enunciado: Em 1500, Cabral chega ao Brasil. O verbo está no presente, mas a ação obviamente se realizou no passado, em 1500. Para mais detalhes sobre os valores semânticos dos tempos e modos verbais, consultar a tabela da página 52 da apostila.

II – EXERCÍCIOS

Leia as tiras abaixo e responda as questões. (Observação: as tiras deste exercício foram preparadas pelo tutor Gustavo Listo na página http://www.maquinadequadrinhos.com.br/Intro.aspx)



1- Na tirinha do Cascão, podemos notar que vários verbos estão no presente do indicativo. No entanto, esses verbos, apesar de estarem no mesmo tempo e modo, apresentam valores semânticos diferentes. Identifique 3 valores semânticos diferentes manifestados na tira por meio de verbos no presente do indicativo e indique a relação entre eles e o conteúdo veiculado no texto.
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2- Na tira do Cebolinha, podemos identificar os três modos verbais. Diga em que quadrinho cada um dos 3 modos aparece e explique qual o valor semântico deles no texto.
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3- Como vimos nas aulas, um tempo verbal pode apresentar valores semânticos diferentes. O pretérito-mais-que-perfeito, por exemplo, pode ter o valor semântico de desejo. Retire do texto uma fala em que o pretérito-mais-que-perfeito possua esse valor semântico.
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4- Às vezes, dependendo do contexto, dois tempos distintos podem apresentar o mesmo valor semântico. Esse fenômeno pode ser visualizado no primeiro e no segundo quadros da tira acima. Identifique os tempos e o valor semântico veiculado pelos verbos desses dois quadros.
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 5- No último quadro, encontramos um verbo no modo imperativo. Justifique seu emprego relacionando-o ao título da tira.
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6- No texto, encontramos dois enunciados condicionais emitidos pela Magali, um no primeiro quadro e outro no último. Podemos notar que esses enunciados apresentam pares de verbos em tempos diferentes. Explique por que a Magali utilizou pares verbais diferentes para exprimir esses dois enunciados condicionais.
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7- No segundo quadro, Mônica utiliza uma metáfora (comparação implícita) para caracterizar Magali. Identifique a metáfora e explique seu sentido.
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8- Em nossas aulas, vimos que uma ordem nem sempre é expressa no modo imperativo. Retire do texto algum fragmento em que uma ordem seja expressa por um verbo no modo indicativo.
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9- Na tira acima, Mônica utiliza um mesmo modo verbal para se expressar.

a) Diga qual é o modo verbal presente nas falas de Mônica.
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b) Justifique o emprego desse modo verbal no texto relacionando seu uso à imagem que Mônica tem de si.
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LEITURA: EXERCÍCIOS

Pessoal,

Selecionei alguns exercícios interessantes sobre leitura de vestibulares e do ENEM. Como já disse inúmeras vezes, as provas dos vestibulares são, antes de tudo, provas de leitura. Com exceção da LPLB - prova específica da UERJ, feita apenas pelos candidatos ao curso de Letras ou Direito - os vestibulares não mais pedem que o candidato saiba classificar palavras  ou estruturas (substantivo, objeto direto etc.). Essas palavras podem até aparecer nas questões, mas o que se avalia, no geral, é a capacidade de o aluno de compreender as diferenças de sentido entre o uso de uma estrutura ou tipo de palavra e não de outra (Exemplo: a questão sobre advérbios, na prova da UERJ de domingo passado, não cobrava que o aluno soubesse o que é um advérbio - prova disso é que os advérbios já estavam sublinhados; para resolver aquela questão, o aluno precisava encontrar um advérbio que dava um determinado sentido - no caso, sentido de relativizaçãoao enunciado. E como fazer para encontrar o advérbio que dava esse sentido? Por meio da leitura!). 

Além disso, como vocês sabem, há, nos vestibulares, muitas questões voltadas especificamente para a compreensão global de textos - a prova da UERJ estava recheada delas. O aluno precisa saber ler textos verbais e não verbais. Deve ser capaz, ainda, de entender os sentidos dos textos e de inferir sentidos que nem sempre estão explícitos no texto.

Enfim, por causa desse foco na leitura - e por muitos outros motivos mais relevantes - é importante desenvolver a nossa competência leitora, certo? Portanto, façam os exercícios sobre leitura! Quem tiver dúvida pode ligar para o 0800 ou me mandar um e-mail!

Seguem abaixo os exercícios. Quem quiser o gabarito, tem de me pedir por e-mail (gustavolistopvscederj@gmail.com) - sim, eu sou chato, quero saber quem está realmente fazendo os exercícios.

Abraço a todos,
Gustavo

QUESTÕES SOBRE LEITURA
1- ENEM 2007

Não só de aspectos físicos se constitui a cultura de um povo. Há muito mais, contido nas tradições, no folclore, nos saberes, nas línguas, nas festas e em diversos outros aspectos e manifestações transmitidas oral ou gestualmente, recriados coletivamente e modificados ao longo do tempo. A essa porção intangível da herança cultural dos povos dá-se o nome de patrimônio cultural imaterial. 


Qual das figuras abaixo retrata patrimônio imaterial da cultura de um povo? 


A
D
B
E
C











2- UFJF 2008 (OBS.: desculpem-me pelo tamanho; espero que seja possível ler mesmo assim pequeno)

3- UF-Pelotas
Categorizar grupos sociais a partir de idéias preconcebidas os chamados estereótipos – é algo muito comum em nossa sociedade. É sobre esse tema que trata, com humor, o seguinte texto do cronista Luís Fernando Veríssimo.

Aí, galera

Jogadores de futebol podem ser vítimas de estereotipação. Por exemplo, você pode imaginar um jogador de futebol dizendo “estereotipação”? E, no entanto, por que não?
― Aí, campeão. Uma palavrinha pra galera.
― Minha saudação aos aficionados do clube e aos demais esportistas, aqui presentes ou no recesso dos seus lares.
― Como é?
― Aí, galera.
― Quais são as instruções do técnico?
― Nosso treinador vaticinou que, com um trabalho de contenção coordenada, com energia otimizada, na zona de preparação, aumentam as probabilidades de, recuperado o esférico, concatenarmos um contragolpe agudo com parcimônia de meios e extrema objetividade, valendo nos da desestruturação momentânea do sistema oposto, surpreendido pela reversão inesperada do fluxo da ação.
― Ahn?
― É pra dividir no meio e ir pra cima pra pegá eles sem calça.
― Certo. Você quer dizer mais alguma coisa?
― Posso dirigir uma mensagem de caráter sentimental, algo banal, talvez mesmo previsível e
piegas, a uma pessoa à qual sou ligado por razões, inclusive, genéticas?
― Pode.
― Uma saudação para a minha progenitora.
― Como é?
― Alô, mamãe!
― Estou vendo que você é um, um...
― Um jogador que confunde o entrevistador, pois não corresponde à expectativa de que o atleta seja um ser algo primitivo com dificuldade de expressão e assim sabota a estereotipação.
― Estereoquê?
― Um chato?
― Isso.
Luís Fernando Veríssimo (In: Correio Brasiliense, 13/05/1998)

Analise as seguintes asserções.

I. O efeito cômico do texto deriva do contraste entre a idéia preconcebida do
Entrevistador sobre um jogador de futebol e as características do jogador entrevistado.

II. O cronista satiriza a classe de jogadores, uma vez que, para ele, nenhum jogador apresenta domínio da variante padrão da língua portuguesa em entrevistas.

III. A crônica é um gênero textual de inspiração quotidiana, marcado por uma menor expressividade, visto que não apresenta trabalho de linguagem apurado como os textos de outros gêneros tais quais os poemas ou romances.

IV. O termo “inclusive”, sublinhado no texto, indica que as ligações entre o jogador e a mãe dele não são apenas sanguíneas. Sentido este que seria perdido, caso o termo fosse substituído por “preponderantemente”.

Estão corretas apenas as afirmativas:
a) II e III.        b) I e III.       c) I e II.       d) I e IV.      e) II, III e IV. 


4- UFPA-PA


A Canção do exílio, do romântico Gonçalves Dias, foi escrita em 1843. Até hoje têm sido feitas várias releituras desse poema marcado pela exaltação da natureza e pela idealização excessiva de nação, muitas delas mostrando “outras caras” do Brasil. O quadrinho de Caulos, abaixo, é uma dessas releituras, e nele percebemos principalmente a:

a) retomada do tema do exílio dentro da própria pátria.
b) crítica ambiental e política.
c) presença estrangeira na realidade sociocultural brasileira.
d) revalorização de símbolos nacionais, como o sabiá.
     e) busca de autenticidade da expressão linguística brasileira.

(Caluos. Vida de Passarinho. In: Nossa História. F. B. Nacional. Ano 1. nº 5. 2004. p.70.)

5- CEFET – MG

Heavy metal do senhor

o cara mais underground que eu conheço é o diabo
que no inferno toca cover das canções celestiais
com sua banda formada só por anjos decaídos

enquanto isso deus brinca de gangorra no playground
do céu com os santos que já foram homens de pecado
de repente os santos falam “toca deus um som maneiro”
e deus fala “agüenta vou rolar um som pesado”

a banda cover do diabo acho que já tá por fora
o mercado tá de olho é no som que deus criou
com trombetas distorcidas e harpas envenenadas
mundo inteiro vai pirar com o heavy metal do senhor.

(BALEIRO, Zeca. Por onde andará Stephen Fry? In: CEREJA, William R. & MAGALHÃES, Thereza C. Gramática reflexiva. São Paulo: Atual, 1999. p. 13)

Considerando-se a mescla de discursos sociais no texto, as expressões que implicam o uso moderado e socialmente elevado da linguagem são:

a) cara, cover, som pesado.
b) senhor, harpa, anjos decaídos.
c) underground, heavy metal, banda.
d) inferno, canções celestiais, gangorra.

6- UFMG 2006
INSTRUÇÃO: As questões de 06 a 13 devem ser respondidas com base no texto abaixo. Leia atentamente todo o texto antes de responder a elas.

O contrato de casamento

Na semana passada, comemorei trinta anos de casamento. Recebemos dezenas de congratulações de nossos amigos, algumas com o seguinte adendo assustador: “Coisa rara hoje em dia”. De fato, 40% de meus amigos de infância já se separaram, e o filme ainda nem terminou. Pelo jeito, estamos nos esquecendo da essência do contrato de casamento, que é a promessa de amar o outro para sempre. Muitos casais no altar acreditam que estão prometendo amar um ao outro enquanto o casamento durar. Mas isso não é um contrato. Recentemente, vi um filme em que o mocinho terminava o namoro dizendo “vou sempre amar você”, como se fosse um prêmio de consolação. Banalizamos a frase mais importante do casamento. Hoje, promete-se amar o cônjuge até o dia em que alguém mais interessante apareça. “Eu amarei você para sempre” deixou de ser uma promessa social e passou a ser simplesmente uma frase dita para enganar o outro. Contratos, inclusive os de casamento, são realizados justamente porque o futuro é incerto e imprevisível. Antigamente, os casamentos eram feitos aos 20 anos de idade, depois de uns três anos de namoro. A chance de você encontrar sua alma gêmea nesse curto período de pesquisa era de somente 10%, enquanto 90% das mulheres e homens de sua vida você iria conhecer provavelmente já depois de casado. Estatisticamente, o homem ou a mulher “ideal” para você aparecerá somente, de fato, depois do casamento, não antes. Isso significa que provavelmente seu “verdadeiro amor” estará no grupo que você ainda não conhece, e não no grupinho de cerca de noventa amigos da adolescência, do qual saiu seu par. E aí, o que fazer? Pedir divórcio, separar-se também dos filhos, só porque deu azar? O contrato de casamento foi feito para resolver justamente esse problema. Nunca temos na vida todas as informações necessárias para tomar as decisões corretas. As promessas e os contratos preenchem essa lacuna, preenchem essa incerteza, sem a qual ficaríamos todos paralisados à espera de mais informação. Quando você promete amar alguém para sempre, está prometendo o seguinte: “Eu sei que nós dois somos jovens e que vamos viver até os 80 anos de idade. Sei que inexoravelmente encontrarei centenas de mulheres mais bonitas e mais inteligentes que você ao longo de minha vida e que você encontrará dezenas de homens mais bonitos e mais inteligentes que eu. É justamente por isso que prometo amar você para sempre e abrir mão desde já dessas dezenas de oportunidades conjugais que surgirão em meu futuro. Não quero ficar morrendo de ciúme cada vez que você conversar com um homem sensual nem ficar preocupado com o futuro de nosso relacionamento. Nem você vai querer ficar preocupada cada vez que eu conversar com uma mulher provocante. Prometo amar você para sempre, para que possamos nos casar e viver em harmonia”. Homens e mulheres que conheceram alguém “melhor” e acham agora que cometeram enorme erro quando se casaram com o atual cônjuge esqueceram a premissa básica e o espírito do contrato de casamento. O objetivo do casamento não é escolher o melhor par possível mundo afora, mas construir o melhor
relacionamento possível com quem você prometeu amar para sempre.
Um dia, vocês terão filhos e, ao colocá-los na cama, dirão a mesma frase: que irão amá-los para sempre. Não conheço pais que pensam em trocar os filhos pelos filhos mais comportados do vizinho. Não conheço filho que aceite, de início, a separação dos pais e, quando estes se separam, não sonhe com a reconciliação da família. Nem conheço filho que queira trocar os pais por outros “melhores”. Eles aprendem a conviver com os pais que têm. Casamento é o compromisso de aprender a resolver as brigas e as rusgas do dia-a-dia de forma construtiva, o que muitos casais não aprendem, e alguns nem tentam aprender. Obviamente, se sua esposa se transformou numa megera ou seu marido num monstro, ou se fizeram propaganda enganosa, a situação muda. Para aqueles que querem ter vantagem em tudo na vida, talvez a saída seja postergar o casamento até os 80 anos. Aí, você terá certeza de tudo.
KANITZ, Stephen. Ponto de Vista. VEJA, Rio de Janeiro, 29 set. 2004. p.22. (Texto adaptado)


QUESTÃO 06
Com base na leitura do texto, é CORRETO afirmar que a noção de contrato nele defendida é a de:


A) documento formal e oficial resultante de um acordo entre duas ou mais pessoas que se associam.

B) acordo entre pessoas que transferem uma à outra algum direito e que se sujeitam a algumas obrigações.

C) pacto em que as partes revelam inabilidade e incapacidade de assumir obrigações recíprocas.

D) compromisso assumido por duas pessoas, que depende do futuro para se firmar e aperfeiçoar.

QUESTÃO 07
Com base na leitura feita, é CORRETO afirmar que o objetivo principal do texto é:

A) informar as vantagens de um casamento sólido, de muitos anos.

B) demonstrar as razões por que as pessoas devem se casar.

C) provocar reflexão sobre o compromisso firmado no casamento.

D) denunciar alguns perigos gerados por casamentos precoces.

QUESTÃO 08
Assinale a alternativa em que a palavra destacada NÃO pode ser substituída pela palavra entre colchetes, porque essa substituição altera o sentido original do texto.

A) Recebemos dezenas de congratulações de nossos amigos, algumas com o seguinte adendo assustador... (linhas 2-3) [ACRÉSCIMO]

B) Homens e mulheres que conheceram alguém “melhor” [...] esqueceram a premissa básica e o espírito do contrato de casamento. (linhas 41-44)
[DEDUÇÃO]

C) Sei que inexoravelmente encontrarei centenas de mulheres mais bonitas e mais inteligentes que você ao longo de minha vida... (linhas 31-33) [FATALMENTE]

D) Para aqueles que querem ter vantagem em tudo na vida, talvez a saída seja postergar o casamento até os 80 anos. (linhas 57-58) [ADIAR]

QUESTÃO 09
Assinale a alternativa em que o texto transcrito NÃO apresenta uma opinião.

A) Nunca temos na vida todas as informações necessárias para tomar as decisões corretas. (linhas 26-27)

B) Antigamente, os casamentos eram feitos aos 20 anos de idade, depois de uns três anos de namoro. (linhas 15-17)

C) Obviamente, se sua esposa se transformou numa megera ou seu marido num monstro, [...] a situação muda. (linhas 55-57)

D) Casamento é o compromisso de aprender a resolver as brigas e as rusgas do dia-a-dia de forma construtiva... (linhas 53-54)

QUESTÃO 10
Considerando-se as informações do texto, é CORRETO afirmar que a relação entre casamento e contrato é apresentada com o objetivo de:

A) dizer que o amor não é mais tão importante nos casamentos da atualidade.

B) apontar a falta de sinceridade dos noivos ao jurar amor ao marido ou à esposa.

C) mostrar que o casamento contemporâneo é celebrado com prazo determinado.

D) demonstrar que o casamento requer compromisso previamente definido.

QUESTÃO 11
É CORRETO afirmar que, entre os recursos empregados no desenvolvimento do texto, NÃO se inclui:

A) o emprego de marcas de interação com o leitor.

B) a exposição de resultados dos contratos de casamento.

C) o uso de argumentos baseados em dados numéricos.

D) a inserção de perguntas sem respostas precisas.

QUESTÃO 12
É CORRETO afirmar que, entre as funções do emprego de aspas no texto,
NÃO se inclui a de:

A) explicar um ponto de vista mais detalhadamente.

B) chamar a atenção do leitor para o termo destacado.

C) indicar a citação textual da fala de outra pessoa.

D) demarcar a interrupção da argumentação do autor.




IMPRESSÃO DO CARTÃO DE CONFIRMAÇÃO DO CEDERJ 2011-2

Caros alunos,

Não se esqueçam de imprimir o cartão de confirmação da inscrição no vestibular do CEDERJ até o dia 17 de junho. Para fazer isso, entrem no site do CEDERJ munidos do CPF e da senha eletrônica que vocês fizeram no cadastro para a inscrição. Se você esqueceu a sua senha, não há problema: há uma opção chamada, se não me engano, "esqueceu sua senha" ou "esqueci minha senha"; ao clicar ali, após apresentar alguns dados, o sistema enviará a senha para o seu e-mail, certo?

O link direto para a impressão do cartão é este:

IMPORTANTE: 

1- Caso haja algum dado incorreto isso deverá ser comunicado pelo e-mail vestibular@cederj.rj.gov.br até o dia 15/06/2011!

2- Alguns alunos me relataram que estão tendo problemas para acessar o site. Há um telefone de informações que pode ser muito útil: (021)2334-1728.

Caso vocês entrem em desespero, me enviem um e-mail. Se eu puder ajudar, farei com prazer.

É isso, meus caros.
Boa sorte na prova (PRÓXIMO SÁBADO, 18 DE JUNHO ÀS 9 HORAS).
Abraço,
Gustavo